sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A crise e a tecnologia na educação - Por Dale Corrêa

O atual cenário político-econômico vem impactando gravemente no sistema privado educacional. Atrasos de repasses, evasão de alunos, queda efetiva do potencial de consumo, aumento dos custos e despesas operacionais.
As instituições de ensino tem buscado alternativas para se manterem ativas diante deste impacto agressivo da má gestão do orçamento público e das políticas corrosivas ao sistema econômico brasileiro.

Neste contexto, coadjuvam os docentes, vítimas tanto quanto as instituições e alunos. Profissionais qualificados, dedicados e que hoje são meramente figurantes frente a essa situação. Será?
O professor deve ser agente de mudança. E essa denominação não se restringe à sala de aula ou à vida do aluno, mas também à sociedade como um todo. Além de uma visão conscientizadora, há um grande trabalho de arregaçar as mangas para ser feito.

A tecnologia tornou-se grande aliada. Redução de custos, tempo, aumento de qualidade e eficiência são resultados objetivos da utilização correta de ferramentas disponíveis para esse grupo social, que infelizmente ainda não os utiliza de modo adequado ou explorando todo seu potencial dentro de sala. Resultado de uma formação ultrapassada.

Estamos ainda no século passado com relação à utilização da tecnologia dentro da sala de aula. Deste modo, fomentar estudos e práticas que ensejam a reflexão da importância e a implementação deste grande aliado é também papel dos profissionais acadêmicos. Ingressar no mundo da tecnologia é condição para a manutenção no mercado, principalmente porque é um olhar que deve extrapolar a visão pedagógica, mas comercial, pensando no público com o qual teremos que trabalhar daqui para frente.

O fato é que se as instituições não se atualizarem, a equipe docente não imergir nesse universo, o público-alvo da nova geração acabará por repelir naturalmente os “ultrapassados” e o mercado será exclusivo para aqueles que saíram na frente, com a cabeça aberta para a mudança radical do modo de consumo de ensino.

Por Dale Corrêa 
Educadora 


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